RELATÓRIO DE 53 OCORRÊNCIAS MARCOU O ANO DE 2025

 

De forma a relembrar os avistamentos que chegaram ao Centro de fenómenos aeroespaciais desconhecidos, em Portugal, o CIFA acaba de editar mais um “Relatório Anual Estatístico de Ocorrências de Fenómenos Aeroespaciais em Portugal-2025”.

Entre 2021-2025, são 191 ocorrências de fenómenos referenciados e analisados de forma mais apropriada, ressaltando que este ano não obteve nenhum registo dos 53 anunciados que possa ser catalogado por UAP/OVNI.

O Relatório composto por 43 páginas, dá ênfase a fenómenos que mantém erros de interpretação pela população, nomeadamente os “famosos Starlink”, mas também e de forma relevante, as sinalizações de aeronaves civis, planetas e drones. Os balões (nos seus mais variados modelos) festivos também contribuíram significativamente para interpretação de muitos populares no firmamento. De salientar nesta divulgação deste documento a tradução na língua inglesa.

Ainda segundo dados do Relatório oficial da associação, as ocorrências transmitidas online ao CIFA são de 64% do género masculino e 36% do género feminino, essencialmente representados por profissões da índole das Ciências Sociais e Humanas. Mais de 94% das ocorrências foram comunicadas diretamente que compreenderam num nível de qualidade de recolha informativa nos 87%, considerada de média, segundo o estudo.

Porto, Lisboa e Faro, foram os distritos onde foi obtido o maior número de ocorrências e estudadas pelo CIFA, adianta o estudo.

O CIFA é uma associação civil de estudo, apoiada pelo Programa de Associativismo da Câmara Municipal de Vila de Conde, com um grupo de 24 membros investigadores nacionais. Segundo Vítor Moreira, aguardam ainda este ano a mudança das suas instalações provisórias para definitivas, que “vai permitir ter uma capacidade operacional de trabalho muito relevante na questão interventiva dos fenómenos”. Desde a sua utilização e formação das suas equipas de investigadores, “vamos ter um ponto de encontro com a sociedade civil, onde esperamos levar igualmente a nossa mensagem a todas capitais de distrito numa exposição documental sobre o tema” programada a sua conclusão para o corrente ano.

“A necessidade de utilização de meios técnicos de monitorização do firmamento, está a ser estudada para aplicação num protótipo tecnológico a ser desenvolvido por alguns dos nossos Membros”, sendo uma diretriz principal de execução. Ainda, segundo o mesmo, “este ano mantemos as visitas aos aeródromos nacionais com a intenção de levar a nossa mensagem de estudo e localização de testemunhos aéreos, classe predominantemente técnica de observar o firmamento”. O CIFA adianta que o projeto “AERO24UAP”, mantém-se inalterável e que prevê até ao final do ano concretizar mais de 30 visitas presenciais devidamente programadas.