Fenómenos Identificados

Fenómenos diurnos e Fenómenos noturnos

Seja de dia ou de noite, as luzes no céu a grandes distâncias, não assumem qualquer influência direta sob a testemunha. De forma geral, este tipo de manifestações é explicada através do seu enquadramento numa panóplia de fenómenos, tais como, raios-bola (raio globular), planetas, satélites no seu posicionamento, meteoros, drones, aves selvagens, aviões, sendo inseridos na designação de FI (Fenómenos Identificados). Ocorrências existem que, pelo seu nível de incompreensão, mantêm-se referenciados como FD / FN (sem probabilidade estabelecida na sua explicação posterior). Trata-se do maior volume de fenómenos ocorridos no nosso país.


TABELA CLASSIFICATIVA

Os Meteoros são corpos celestes que atingem a atmosfera terrestre. O atrito desses sólidos com os gases atmosféricos faz com que deixem um rastro luminoso, por isso, também são chamados de estrelas cadentes.

Um corpo sólido que se move pelo espaço e apresenta dimensões inferiores ao tamanho dos asteróides (menos de 1 km), é chamado de meteoróide.

Quando um meteoróide penetra na atmosfera da Terra passa a ser chamado de meteoro. Esta palavra tem origem no termo grego, meteoron e significa “fenómeno no céu”.

O rastro luminoso dos meteoros pode ser de curta ou longa duração e quando apresentam um brilho igual ou mais luminoso que os planetas mais brilhantes, são chamados de bólidos ou bolas de fogo.

Muitos desses meteoros, ao serem vaporizados pelo atrito atmosférico, desintegram-se e são transformados em pó. Se o atrito com a atmosfera não for suficiente para desintegrar totalmente um meteoro, o material que atinge o solo, é denominado meteorito.
Os meteoritos são classificados em três tipos principais: sideritos (metálicos), siderólitos (mistos) e aerólitos (rochosos). Os metálicos são constituídos principalmente por ferro e níquel. Os rochosos são formados basicamente de silicatos e os mistos são aqueles que possuem quantidades próximas de metais e silicatos.

Os Meteoritos são pedaços de rocha e metal de asteróides e outros corpos planetários que sobrevivem a sua jornada através da atmosfera e caem no solo terrestre. As observações da Agência Espacial Americana, a Nasa, apontam que a maior parte dos meteoritos que caem na superfície terrestre têm o tamanho de um punho.

Podem variar de tamanho, desde minúsculas a imensas massas. A vida na Terra primitiva foi directamente impactada pela queda de um imenso meteorito, á 65 milhões de anos, na Península de Yucatán que causou a extinção de 75% de todos os animais do planeta, incluindo os dinossauros.

Entre as crateras resultantes da queda de meteorito mais conhecidas está a Barringer Crater, que fica no estado norte-americano do no Arizona. A cratera tem cerca de 1 quilómetro de profundidade e foi formada pelo impacto de um pedaço de ferro-níquel metal com cerca de 50 metros de diâmetro. Tem pelo menos 50 mil anos de idade e tem sido usada pelos cientistas para avaliar o impacto da queda de meteoritos na Terra.
Os meteoritos são semelhantes a rochas da Terra, mas a parte exterior apresenta uma fina camada em geral preta que resulta da fusão e vaporização da rocha dos meteoritos durante a passagem pela atmosfera, essa camada é chamada de crosta de fusão.

A maioria é composta por ferro. Dos meteoritos que caem sobre a superfície terrestre, 99,9% originam-se de asteróides. Os demais são divididos entre meteoritos de Marte e da Lua e são formados por rochas de magma.
É possível classificar os meteoritos em várias categorias segundo a sua textura e a sua composição química e mineralógica.

Entre os tipos de meteoritos rochosos, os mais comuns são os Condritos. São os mais comuns (cerca de 82% do total de meteoritos). Meteoritos líticos (de composição semelhante a rochas terrestres), caracterizam-se por terem côndrulos: pequenas esferas (cerca de 1mm) de minerais fundidos.
Existem também os Acondritos que são meteoritos líticos, tal como os condritos, mas não apresentam côndrulos. Constituem cerca de 8% dos meteoritos e são, talvez, os mais interessantes para a ciência planetária pelas suas supostas origens.

Os Sideritos são constituídos por ligas cristalinas de ferro e níquel, são cerca de 5% dos meteoritos. Caracterizam-se pelas estruturas de “Widmanstatten”. A sua composição deve assemelhar-se à do núcleo terrestre.

Finalmente os Siderólitos são misturas de ligas Fe-Ni e materiais líticos. Raros (cerca de 1% do total), pensa-se que a sua composição deve ser semelhante à da zona de transição núcleo/manto na Terra.



Em 2012, uma equipa de pesquisadores realizava medições de relâmpagos numa região altamente suscetível a tempestades no altiplano de Qinghai, na China. De repente, uma bola de luz de cerca de 5 metros de diâmetro apareceu em frente deles, emitindo as cores branca e vermelha e desaparecendo segundos depois.

Este foi o primeiro relâmpago globular estudado por cientistas. Eles registaram o espectro de luz emitida pela bola e analisaram-no para tentar determinar sua composição.

Segundo os pesquisadores, quando um relâmpago comum atinge o solo, ele evapora alguns minerais presentes da terra. Alguns deles possuem compostos de silício e, sob condições extremas, sofrem reações químicas que formam filamentos de silício. Esses filamentos são altamente reativos e combinam-se com o oxigénio do ar para criar o relâmpago globular.



As estrelas produzem luz própria e existem em grande número. O Sol é a estrela mais luminosa que existe e foi, durante anos, considerado o centro do universo. As estrelas têm uma vida longa, mas não infinita.

Os planetas orbitam o Sol e não têm luz própria. São oito: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

Antes de 2006, eram nove os planetas, uma vez que a partir desse ano Plutão recebeu uma classificação diferente. É um Planeta Anão, tal como Éris – o corpo celeste descoberto em 2003 que, inicialmente, era considerado um Planeta.

Os cometas são astros que se assemelham aos meteoros pelo fato de apresentar uma espécie de cauda. Ao contrário dos meteoros, os cometas não se formam no sistema solar. Sua cauda é formada justamente em aproximação ao Sol que vaporiza a sua composição gélida. A visualização no firmamento, traduz-se na deteção de um ponto mais brilhante no céu, e com uma cauda luminosa no seu rasto e trajetória (para o cometa).



De forma frequente as aves selvagens no seu voo nocturno podem originar confusões de interpretação em ambientes selvagens. Vários casos fotográficos suportam esta categoria e já foram sujeitos a erradas interpretações tendo sido atribuído a sua explicação como sendo observações de animais no seu habitat natural.



Os aviões geralmente chamam a atenção das pessoas pelas suas luzes, principalmente à noite. Algumas fixas, outras piscando continuamente. Na verdade, cada luz que vemos nas aeronaves tem uma finalidade específica, o local onde está instalada, a sua cor, a intensidade de luz que emite e se obedece a padrões preestabelecidos em normas internacionais.

As luzes na aviação dividem-se em dois sistemas: sistema de iluminação interna e sistema de iluminação externa. Neste artigo nós falaremos a respeito das luzes externas, dando maior ênfase às luzes anti colisão e navegação.

As luzes Farol de táxi, faróis de aterragem, luzes de navegação (ou posição) e luzes anticolisão, são os principais conjuntos que compõe o sistema de iluminação externa das aeronaves.

Há outros tipos que podem variar de acordo com o modelo e o emprego a que se destina a aeronave. Dentre estes, podemos citar as luzes de inspeção do trem de aterragem, que possibilitam ao piloto em voo confirmar visualmente se o trem está em baixo.

As luzes de formação, utilizadas, por exemplo, nos Tucanos da esquadrilha da fumaça que têm como objetivo facilitar o voo em formação à noite.

As luzes localizadas na ponta de cada asa mostram o sentido da rota do avião. Essa sinalização é padronizada na aviação comercial em todo o mundo. A luz da asa esquerda é vermelha, e a da asa direita é verde. Com isso, um controlador de voo, consegue ver o sentido do avião.

Localizada nas partes inferior e superior da aeronave, a luz Beacon, de cor vermelha, serve para sinalizar que os motores do avião estão em funcionamento. Essas luzes só são apagadas quando o motor da aeronave é desligado. Antes do surgimento das luzes strobe, o Beacon servia como sistema anticolisão.

A luz traseira sinaliza a cauda da aeronave. É de cor branca e serve também para calcular o tamanho da aeronave, medindo-se a distância entre ela e o Beacon, que fica localizado no meio do avião.

As luzes de aterragem presentes no trem de aterragem ou nas asas, iluminam o solo enquanto o avião circula na pista. Auxiliam também o piloto durante a decolagem e a aterragem. É de cor branca ou amarela.

As luzes de motores servem para iluminar os motores. Em caso de algum incidente, como colisão com pássaros, o piloto utiliza a iluminação para observar o funcionamento dos motores. Estão localizadas nas partes laterais da fuselagem. São brancas ou amarelas.

As Strobe são luzes brancas que piscam, semelhantes a um flash de máquina fotográfica. Podem ser vistas a quilómetros de distância. Estão presentes em algumas aeronaves nas pontas das asas e também na parte traseira.

Não é, porém, somente à noite que as luzes das aeronaves são utilizadas. Os faróis de pouso mesmo durante o dia devem ser ligados nos procedimentos de pouso e decolagem e as luzes anticolisão devem estar ligadas sempre que a aeronave estiver em operação, mesmo que seja num circuito de manutenção na pista de estacionamento.

Os primeiros ultraleves, de vinte anos atrás, eram constituídos somente de motor e célula; pouquíssimos possuíam algum instrumento ou sistema de comunicação e segurança. Porém, a quantidade de aeronaves desta categoria tem aumentado muito e há clubes de aeronáutica que aos fins de semana têm o tráfego aéreo circundante congestionado.

Estes pequenos aviões têm aumentado a sua autonomia de voo. Tornou-se obrigatório em algumas regiões a utilização de rádio VHF, transponder e há ultraleves a efetuar pousos e decolagens até mesmo em aeroportos controlados, de tráfego intenso.

As luzes externas nesta categoria de aviação representam uma importância vital na segurança e sinalização da aeronave no espaço aéreo.



Os drones são aeronaves não tripuladas de diversos tamanhos que inicialmente possuíam usos militares, mas hoje em dia possuem uma grande variedade de utilização no âmbito civil, recreativo e profissional.

Os drones são utilizados na fotografia aérea, desde captação de imagens para eventos, transmissões de imagens para atividades jornalísticas, entrega de objetos para lojas e claro, diversão.

Inicialmente, estas aeronaves não tripuladas tinham como objetivo proteger as vidas dos soldados, pois era menos arriscado enviar unidades não tripuladas em missões militares do que colocar a vida dos soldados em risco.

A identificação de drones a longa distância é uma tarefa extremamente difícil de avaliação, apenas conseguindo visualizar os pontos multicolores do aparelho.

Os pontos luminosos no céu em trajectória lenta ou fixa no posicionamento de satélites (Starlink) são visualizações comuns neste tipo de registos desta categoria. De forma sistemática o projecto da SPACE-X, do Elon Musk, tem traduzido uma movimentação sem precedentes na colocação em órbitra de milhares de satélites de pequeno diâmetro, mas que, são visíveis a olho nu a partir do solo como fossem pontos luminosos em movimento (posicionamento) em fila indiana.

No ano passado foram várias centenas de registos de populares que se deparam com este atípico procedimento de colocação de satélites em órbitra.

O objeto deste mapeamento sobre a órbitra terrestre tem a finalidade de poder oferecer comercialmente internet de banda larga em grande escala ao redor do nosso planeta. Está calculada a colocação em órbitra de cerca de 12000 satélites somente pela SPACE-X, obviamente não contando com a concorrência que brevemente irá explorar esta nova oportunidade de negócio a nível mundial.

De forma deliberada e propositada, surgem nos vários meios de comunicação e na web, pessoas a divulgar factos falseados sobre o fenómeno OVNI de encontros do “outro mundo”.

A divulgação espontânea ou comercial de uma personalidade ou evento, fazem despertar a curiosidade imediata dos meios de comunicação, onde o fator ou causa está interligada habitualmente a um registo fotográfico ou vídeo, sobre os fenómenos Ovnis e extraterrestres.

Ainda recentemente, no norte do país, foi dado a conhecer um caso peculiar aliado a um hipotético caso fotográfico e de vídeo de um OVNI, com a interação de uma campanha publicitária (promoção vinícola). De forma regular aparecem na internet fotografias onde a constatação de luzes interiores (candeeiros, focos de luz, etc) fazem crer e acreditar em fenómenos sempre luminosos, que são na sua globalidade registados no interior de habitações e embarcações marítimas. Uma atenta leitura das imagens e com o aprofundamento técnico em pormenores das mesmas, estes são facilmente detetados em infrações propositadas para sugerir acontecimentos que nunca tiveram lugar.

Habitualmente os testemunhos destes casos, não se dão a conhecer ou divulgam a sua identidade pessoal. Temos também os designados contadores de “histórias” que do foro psíquico relevam (muitas vezes em sonhos) experiências que não demonstram qualquer realidade temporal.

Durante a década de 90, foram promovidos vários tipos de espetáculos ou publicidade recreativa com os designados projetores a laser, onde vários tipos de grafismo visual eram exibidos para o firmamento como um “despertar tecnológico” de forma a dar atenção ao evento em causa.

Nessa altura e com a novidade tecnológica, as confusões multiplicaram-se por todo país que, na sua má interpretação originou mesmo muito receio e terror em algumas situações referenciadas na época. Este modelo de confusão interpretativo era lançado habitualmente no anúncio de abertura de discotecas isoladas e/ou nas periferias locais.

Nos dias de hoje dado o acesso fácil á informação, este típico fenómeno artificial já é devidamente identificado com naturalidade.

Atualmente o avistamento de dezenas de pontos e raios multicolores no céu, registados principalmente com uma a meteorologia apresentando nuvens baixas, é sinónimo de abertura de uma discoteca na sua chamada de atenção para um evento comercial.

Existem catalogados mais de três centenas de fenómenos atmosféricos e marítimos, cuja diferenciação está relacionada com variações de estados magnéticos, em alta e baixa atmosfera, produzindo interpretações mais estranhas na sua narração.

O CIFA no seu Departamento de Investigação, utiliza este e demais manuais de estudo internacionais, como exemplo o registado em livro designado por “Handbook of Unusual Natural Phenomena” (Manual de Fenómenos Naturais Incomuns), de Willian R.Corliss, de 1977. São as mais diversas e estranhas narrações no firmamento realizadas a nível marítimo e em terra, que estabelecem explicações quase sempre na sua maioria naturais na descrição de fenómenos que ultrapassam o imaginário de muitos conhecedores de Ciência.

O Fogo de S. Telmo trata-se de uma descarga eléctrica luminosa na atmosfera, mais ou menos contínua, de intensidade fraca ou moderada, que parte de objectos altos na superfície do globo (pára-raios, cataventos, mastros de navios, etc.) ou de aeronaves em voo (pontos de asas, hélices, etc.).

Habitualmente é referenciado por uma bola luminosa de plasma que interage com o ambiente e mesmo dentro de residências, sempre muito perto do observador e com reduzido tempo de observação. Não são conhecidos efeitos traumáticos directos nestes registos.

A Geobiologia, é uma ciência que estuda a influência das energias da Terra, tais como, águas subterrâneas, falhas geológicas (placas com falhas tectónicas), malhas energéticas, poluição eléctrica, assim como, a influência de campos electromagnéticos na saúde.

No âmbito de explicação relacionadas aos fenómenos aeroespaciais é na descrição de falhas geológicas, as designadas forças telúricas (libertação ou descargas de gases no solo), que fazem constatar alguns casos de estudo que determinam a sua explicação. É num ambiente selvagem e agreste, que este tipo de fenómeno é dado a conhecer.

Relâmpago – São todas as descargas elétricas geradas por nuvens de tempestades. Eles podem ocorrer no interior de uma nuvem, entre duas nuvens, de uma nuvem para o ar ou em direção do solo.

Raio, quando um relâmpago toca o solo, este passa a ser designado como raio, podendo ser denominado à tempestade, ou descendestes, quando originado no sentido contrário.

Trovão, este fenómeno é o resultado do som produzido pelo rápido aquecimento e expansão do ar na região da atmosfera onde a corrente elétrica do raio circula.

Por várias vezes os gases do pântano ou as chaminés das petrolíferas, são confundidos com estranhos objetos luminosos. Após a realização de um estudo fotográfico concluem-se que, tanto para os registos aéreos como no solo, estes produzem-se com efeitos de rara beleza. Após uma cuidada localização geográfica (nomeadamente para as instalações petrolíferas na sua libertação de gases para atmosfera) os casos detetados são explicados com naturalidade.

A mistura e combustão química lançada pelas chaminés para o ambiente produz vários tipos de emanação de gases que se traduzem em luzes sempre a baixas altitudes, principalmente registados em voos comerciais e militares. Referente aos lagos em pantanais, a libertação do gás consiste na designação atribuída ao gás constituído principalmente por metano e dióxido de carbono, que é produzido no lodo de pântanos e charcos pela ação de bactérias sobre a vegetação morta.

Bem acima das nuvens das tempestades e das trocas de relâmpagos com o solo é possível avistar um brilho avermelhado repentino que se estende por até centenas de quilómetros. A sua aparência é como as dos tentáculos de uma água-viva. Tempestades muito grandes e intensas podem produzir esse fenómeno, conhecido como sprites.

Para que eles aconteçam, a tempestade precisa produzir um tipo especial de clarão, muito raro. Apenas um em cada mil clarões produz um sprite”, explica Martin Fullekrug, da Universidade de Bath. Esses clarões retiram uma enorme quantidade de elétrons das nuvens e, para gerar os sprites, precisam de uma corrente longa e lenta só formada em tormentas com pelo menos 100 km de extensão. Hoje em dia, uma câmera de sistemas de segurança com uma boa lente noturna pode capturar imagens em baixa qualidade desse fenômeno raro. Mas a maior parte dos dados é recolhida a partir de relatos de observadores amadores.

Assim como os sprites, os elves também são um fenómeno luminoso transiente. O termo é a sigla em inglês para “Emissões de luz e perturbações de baixíssima frequência causadas por fontes de pulso eletromagnético”.

Eles surgem em uma faixa de 80 a 100 km acima da superfície da terra e, apesar do parentesco, são visualmente bem diferentes dos sprites. “São anéis de luz em expansão”, define Fullekrug. “Eles parecem-se com um donut, brancos com um buraco negro no meio, e chegam a atingir mil quilómetros de diâmetro.” O fenómeno, no entanto, dura menos de um milésimo de um segundo.

Para produzir um elve, é preciso uma tempestade que produza um tipo específico de relâmpagos, com um aumento acentuado na corrente elétrica, enquanto a descarga também precisa ser aguda. Os dois fenômenos raramente ocorrem ao mesmo tempo.

Os elves, no entanto, são mais frequentes do que os sprites, e acontecem uma vez em cada 100 relâmpagos. O evento também pode ser observado durante pequenas tempestades, mas é muito difícil de ser capturado a olho nu.

Em todo o mundo, as 12 horas de Greenwich de dia e de noite, centenas de balões meteorológicos são lançados para a atmosfera. Durante a sua ascensão, os aparelhos vão registando a humidade, a pressão e a temperatura e essa informação é transmitida a uma base terrestre.
A velocidade do vento a várias altitudes pode ser calculada pela trajetória do balão durante sua subida.

O balão meteorológico é utilizado para recolher dados diretamente nas camadas mais altas da atmosfera. Um balão meteorológico nada mais é que uma bola de latex, cheia de gás hélio ou hidrogénio, tendo um paraquedas que, por sua vez, sustenta a rádio sonda. Na maior parte das vezes, o conjunto inclui transmissores de rádio, alimentados por pequenas baterias. Os dados, dessa forma, são colhidos e imediatamente transmitidos a uma central, onde são processados.

No lançamento, o balão tem um diâmetro relativamente pequeno, em virtude da pressão atmosférica elevada que age sobre ele, à medida que sobe, a pressão atmosférica diminui e o balão expande-se. São dois fatores que se contrapõem, a redução da temperatura, nas camadas imediatamente superiores da atmosfera, cujo efeito seria a contração do balão, e a redução de pressão atmosférica, que contribui para a expansão do gás interno. A variação de pressão, entretanto, predomina sobre a de temperatura e, consequentemente, o balão aumenta continuamente de volume à medida que sobe. A máxima altitude por ele atingida não pode ser prevista teoricamente, devido a fenómenos aleatórios da atmosfera terrestre. A experiência mostra que o balão fica oscilando entre 15000 e 20000 metros de altura, por um intervalo de tempo, geralmente, entre 5 e 10 horas. A baixa pressão vigente, faz o balão explodir, e o rádio sonda volta ao chão em queda suave, graças ao paraquedas. A sonda tem de ser leve e projetada para se desintegrar caso seja atingida por uma aeronave.

O processo digital fotográfico na utilização de tecnologias de captação de imagens, tanto fotográficas como de vídeo, tem conseguido fazer ver fenómenos de ilusão ótica originados pelo processo de captação de software das imagens.

De forma sempre oportuna e quando ampliamos ao máximo (designado abertura e/ou exposição) a captação de uma luz ou objeto, este sofre uma transformação dinâmica no seu registo motivando suspeitas de incredulidade na sua possível aceitação.

FERRAMENTAS EM PLATAFORMAS DIGITAIS PARA O AJUDAR
NA IDENTIFICAÇÃO DOS FENÓMENOS CELESTES

DEPARTAMENTO CIENTÍFICO CIFA

A potencialidade existente e abrangente na identificação numa ampla panóplia dos fenómenos naturais e artificiais, é extrema elevada, sendo estas ainda desconhecidas pelo comum cidadão na sua grande maioria.

A tarefa diária do CIFA consiste no âmbito do estudo, investigação e análise destes fenómenos e no exaustivo trabalho de identificação de causas prováveis, relevar para algumas dezenas de fontes de informação credíveis a sua orientação.

Somente com esta fundamentação e empenhamento consagrado neste objeto de trabalho, a necessária desmitificação deste fenómeno pode, no âmbito civil, ser assumida na sua verdadeira e integra expressão. 

Esta é a nossa missão!