UMA NOVA REALIDADE DOS OVNI (UAPs)

Tem existido uma grande mudança na forma como o tema OVNI (UAP) tem sido visto pelo público e pelos governos.

Leslie Kean, uma repórter veterana que passou mais de 20 anos a analisar o tema, vem a público afirmar que “atualmente são considerados reais, no entanto, não temos ideia de o que são da sua origem”.

Apesar de Kean nunca ter presenciado um OVNI, o ter desenvolvido trabalho com centenas de casos governamentais, relatórios de aviação, dados de radar e casos com evidências físicas, bem como várias entrevistas de oficiais ou testemunhas da aviação, reforçam a sua crença onde sublinha “são dignos de estudo científico. Acredito que finalmente chegamos ao limiar de um novo paradigma” – comentou .

Autora do best seller do New York Times “UFOs: Generals, Pilots and Government Officials Go on the Record” (ver caixa), mais recentemente, foi co-autora de artigos reveladores nos quais se concentrou em avistamentos, que os militares americanos rebaptizaram como UAPs, e com programas governamentais para os estudar. Escreveu recentemente “OVNIs: Mudando a Narrativa da Ameaça para a Ciência”, artigo editado publicado no site “The Debrief” (ver caixa).

Jornalista: Como caracteriza onde estamos hoje, dado que o seu artigo em co-autoria no NY catapultou as coisas para a vista do público?

Leslie Kean: Temos visto uma grande mudança desde dezembro de 2017 (data de saída do artigo) que incluiu dois vídeos da Marinha. O governo reconheceu a realidade UAP e o impacto que tem sobre a segurança nacional. Temos mais vídeos da Marinha de objectos não explicáveis e um relatório solicitado pelo Comité Selecto de Inteligência do Senado. O relatório afirma que não há evidencias que os UAP sejam nossos, russos ou chineses. Ele forçou muitas agências a reunir informações pela primeira vez e ganhou a atenção dos políticos que pediram audiências abertas no Congresso. Altos funcionários pediam uma investigação mais profunda sobre esses objectos exibindo tecnologia além da que possuímos.
O tabu contra levar o assunto a sério está a diminuir, e os cientistas estão inclusive a defender estudos sobre UAP na revista Scientific American. Esse tipo de eventos não tem precedentes.

Acredita que o foco “UAP” é o mesmo que à décadas de relatórios “UFO”?

– Não acho que haja diferenças em como o relatório é descrito. Documentos como “Twining Memo”, de 1947, descreve o comportamento dos objetos como documentos posteriores e da mesma forma que são relatados hoje. A única diferença é que hoje temos câmaras, radares, satélites e toda uma panóplia de tecnologia melhor do que tínhamos à décadas atrás, aumentando a especificidade dos dados em UAP.

Este termo tornou-se o termo preferido usado pelo governo e militares, dado que abrange uma gama mais ampla de fenómenos que o termo “ovni”, além isso o termo “UAP” evita o estigma e a bagagem associada ao termo “UFO”. “UAP” remove qualquer associação com teorias da conspiração.

Dada a sua longa pesquisa sobre os UAP, o que mais o surpreendeu? E dececionou?

– Fiquei muito surpreso com a falta de curiosidade entre cientistas e entendidos sobre OVNIs. Fiquei também surpreso como existia um enorme estigma e poderoso nos média e na cultura em geral. A maioria das pessoas que estariam em posição de fazer a diferença, tinha outras prioridades, além de serem completamente desinformados em relação ao fenómeno.

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